... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira de espécies saltitantes e ..
Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
O Povo Culto

 

Foto da netOs povos serão cultos na medida em que entre eles crescer o número dos que se negam a aceitar qualquer benefício dos que podem;

 

dos que se mantêm sempre vigilantes em defesa dos oprimidos não porque tenham este ou aquele credo político, mas por isso mesmo, porque são oprimidos e neles se quebram as leis da Humanidade e da razão; dos que se levantam, sinceros e corajosos, ante as ordens injustas, não também porque saem de um dos campos em luta, mas por serem injustas;

 

dos que acima de tudo defendem o direito de pensar e de ser digno. 
 


Agostinho da Silva, in 'Diário de Alcestes'

 

 



publicado por João Pita às 23:03
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Remos de um crepúsculo ...

 

Foto de João Pita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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publicado por João Pita às 00:13
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Domingo, 31 de Janeiro de 2010
Ondeia

 

 

 

Dulce Pontes: Ondeia Água - 1999

 


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publicado por João Pita às 01:18
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010
Conformidade ...

Foto da net

 

 

 

São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes:

 

a de não se conformarem.

 

 



publicado por João Pita às 22:05
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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
Recortes da Aldeia

 

Foto de João Pita

 

Ontem, 28 de Janeiro de 2010, o meu jovem amigo e fotógrafo Pedro Cruz inaugurou a sua primeira exposição fotográfica no Núcleo Museológico do Mar, em Buarcos.


Recortes da Aldeia é um cadinho de emoções, sensibilidade ao movimento e à cor, aos ambientes, às gentes e um enorme manancial técnico.


Vai ficar exposta até finais de Fevereiro.
 

Força Pedro!

 

 

 


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publicado por João Pita às 15:17
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Do rio ... à noite!

 

Foto de João Pita

 


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publicado por João Pita às 03:18
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
De onde provimos
...

Quantos em ti lagos e rios
Quantos em ti os oceanos
 
Água vermelha que aos ouvidos
traz o aviso
de nenhuns campos
 
É bom sondarmos os abismos
que nunca vão cicatrizando
 
E ao som da água pressentirmos
de onde provimos
aonde vamos
 ...

 

David Mourão Ferreira

 

 



publicado por João Pita às 00:38
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010
Recortes da Aldeia

 

http://outramargem-visor.blogspot.com/2010/01/blog-post.html

 

www.facebook.com/jmppita    a 22 de Janeiro às 14:39 horas.

 

Dia 28 de Janeiro às 16.00 horas. Lá estarei, no Núcleo Museológico do Mar,  a assistir a mais um passo na jovem e promissora carreira deste jovem.

 

O Pedro Cruz é da minha terra: Cova-Gala.

 

Foto sacada do Outra margem

 

 


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publicado por João Pita às 00:49
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
Tá quietinho e caladinho

 

Qualquer analogia transposta para a realidade local, só poderá ser fruto da "alucinada imaginação" do autor (do post).

 

 



publicado por João Pita às 22:40
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Haiti

 

Recebemos este comentário ao post "negro de silêncio".

 
De Anónimo a 17 de Janeiro de 2010 às 21:59
 
 
Concordo inteiramemte  consigo.
As imagens são precisas para a divulgação da calamidade, mas o uso e o abuso das mesmas, principalmente as que mostram os sinais de sofrimento provocado pelos ferimentos, empalamentos, fracturas e esmagamentos, são ultrajantes para a dignidade humana.
Importante é a ajuda internacional, a sua eficácia. Mostrar a forma como ela está a ser feita, criticá-la, se necessário.
Quanto ao sofrimento e às fragilidades do mesmo, não!
Amparemos quem sofre com a dignidade consagrada na Carta dos Direitos Humanos.

Alberto

 

 


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publicado por João Pita às 19:23
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Sábado, 16 de Janeiro de 2010
Negro de silêncio

 

Recuso-me a publicar imagens do atroz sofrimento do povo haitiano.

 

Este negro simboliza a dor e o respeito ... sem invasão, sem perturbação, também ela desumana. 

 

Quem quiser, ao passar por aqui, reserve-se num minuto de silêncio.

 

foto tirada da net

 


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publicado por João Pita às 18:57
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010
Hey You

 

( Hey you, don't tell me there's no hope at all
Together we stand, divided we fall. )

 

 

Pink Floyd

 

Hey you, out there in the cold
Getting lonely, getting old
Can you feel me?
Hey you, standing in the aisles
With itchy feet and fading smiles
Can you feel me?
Hey you, dont help them to bury the light
Don't give in without a fight.

Hey you, out there on your own
Sitting naked by the phone
Would you touch me?
Hey you, with you ear against the wall
Waiting for someone to call out
Would you touch me?
Hey you, would you help me to carry the stone?
Open your heart, I'm coming home.

But it was only fantasy.
The wall was too high,
As you can see.
No matter how he tried,
He could not break free.
And the worms ate into his brain.

Hey you, standing in the road
always doing what you're told,
Can you help me?
Hey you, out there beyond the wall,
Breaking bottles in the hall,
Can you help me?
Hey you, don't tell me there's no hope at all
Together we stand, divided we fall. 
 


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publicado por João Pita às 22:20
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010
Nasceu a Beatriz

 

 
 
Hoje o universo ficou maior.
Uma pequena e linda estrela
Brilhante e refulgente de cor
Na imensidão nasceu e por ti vela.
 
Rodopiam planetas, astros e cometas
Em vórtices pungentes de amor,
Num frenesim de festa e prazer.
Brilham por ti nossos olhos,
Lagos de água, ávidos de te ter.
 
Hoje o universo ficou maior
Ficou maior o universo.
 
Vieste com destino ao amor.
Todos os povos te laudam em verso
Aqui, ali e onde nem sabemos existir.
No plasma astral das constelações
Nas super novas, pulsares e portais
Todos te louvam salmos e canções.
 
Hoje o universo está mais feliz.
Por amor
Serena e feliz
Nasceu a Beatriz
 
 
 
 
 
"08 de Janeiro de 2003"
 
 
 

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publicado por João Pita às 18:46
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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010
Vila Nova de Cerveira

 

 

Foto de João Pita

 

Vila Nova de Cerveira, o rio Minho e a ilha dos amores.

 



publicado por João Pita às 23:27
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Kurikutela

 

Duo Ouro Negro 

 

 

Não, não é o TGV!

Mas conta a história de um velho comboio que atravessava Angola!

 



publicado por João Pita às 22:55
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Domingo, 3 de Janeiro de 2010
então ninguém os segura

 

"...  se conseguirem começar a pensar pela sua cabeça, então ninguém os segura."
 

e eu acrescento;

se nos libertarmos das grilhetas mentais das pequenas e grandes invejas ...

então...

 

 

... seriamos autênticos e verdadeiramente grandes!

 



publicado por João Pita às 21:37
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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010
Uprising

 

... a great song about not being controlled ...

 

Muse

 

 

 


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publicado por João Pita às 22:48
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009
Cova-Gala, um povoado e um só povo... uma vila! (cont. 02)

 

 

Por concordarmos inteiramente com o aqui está escrito tomamos a liberdade de transcrever parte de um magnifico post do "Outra Margem".

 

...

 

"Fiquei pasmado, ao ter conhecimento desta frase do senhor presidente da junta: como é que se pode matar o que, segundo ele, nunca “existiu em lado nenhum”?...
Vamos, então, avivar a memória, sobre o que se passou há cerca de 40 anos na Cova e na Gala.
 
Estávamos em 1969. A rivalidade entre as povoações de Cova e Gala era bastante acentuada. Os Evangélicos, através do pastor Esperança chamavam a estas povoações de "Cova da Gala", o que foi continuado pelo Reverendo João Neto.
Nesta altura o Desportivo Clube Marítimo da Gala tinha acabado de perder o seu campo de futebol. A Câmara Municipal da Figueira da Foz tinha vendido o terreno, onde este se encontrava, á TERPEX.
Dois directores (José Vidal e Manuel Afonso Baptista) do Desportivo Clube Marítimo da Gala - Centro de Recreio Popular Nº72 - resolveram ir à Direcção Geral das Florestas e pedir ao sr. Engenheiro Gravato a cedência duma fábrica em ruínas que existia no Cabedelo. O sr. Eng. Gravato disse-lhes que podiam fazer o campo nessas instalações velhas, mas que teriam também de pedir a alguém na Casa dos Pescadores de Buarcos, visto eles se intitularem com direitos à dita fábrica.
Juntaram-se a estes dois directores mais alguns elementos, tais como Manuel Curado, Inácio Pereira e outros ligados ao sector da pesca. Atendidos pelo sr. Tomás, este disse estar na disposição de ceder as instalações, tanto mais que ambas as entidades as reclamavam para si e assim a partir dessa data ficariam para as povoações de Cova-Gala.
Estando este caso esclarecido, foi então feito um peditório pela povoação para o aluguer duma máquina de terraplanagem, a qual serviu também para o início da abertura duma ligação à praia da Cova (hoje Rua do Mar) e outros caminhos. Os primeiros montes de solão, cedidos pelo sr. Manuel Paralta (padeiro) vieram de Lavos, trazidos por batéis para a borda do rio e dali carregado para o campo de futebol.
Era o princípio do fim da rivalidade que existia entre a Cova e a Gala. Foram tempos difíceis para se avançar com a feitura do campo. O solão não havia em abundância e o saibro também não estava muito em uso. Foi preciso esperar mais alguns anos, até que alguém, com vontade férrea de vencer estas rivalidades fez vingar a ideia da vivência pacifista. Foram eles, os fundadores do Grupo Desportivo Cova-Gala. Foram eles, que mais do que construir um campo e uma equipa de futebol, tinham em mente a unificação total destas duas povoações.
O DESPERTAR DE UM SONHO
- Há muitos anos que a rivalidade entre a população de Cova e Gala existia. O povo andava cansado de tantas zangas e invejas. Os da Cova sentiam certa altivez por parte de quem vivia na Gala. Os da Gala, na verdade, sentiam-se superiores na educação e trato. Era tempo de mudar este estado de coisas. Estávamos em 1966. Ambos, o Desportivo Clube Marítimo da Gala (representando a Gala) e o Clube Mocidade Covense (representando a Cova) tinham um Rancho Folclórico. Raramente estes ranchos se encontravam para cruzar estandartes. Neste dia o Rancho do Marítimo tinha saído de manhã, mas tinha ordens para se apresentar na sede do Clube logo após o almoço, para uma pequena festa. O Rancho do Covense iria sair durante a tarde e iria passar em frente à sede do Marítimo da Gala ... nesta altura só cinco pessoas sabiam o que iria acontecer nessa tarde. Com a aproximação à sede do Marítimo, do Rancho do Covense, que já estava a menos de 200 metros, o Rancho do Marítimo saíu da sua sede com intenção de cruzar estandartes. Neste ano, pelo Carnaval, dois elementos vestidos à “Zorro”, José Vidal e José Lima, previamente combinados, e com a ajuda do Manuel Penicheiro, João Come-nabos e Manuel Catulo Pata obrigaram os ranchos a cruzarem os seus estandartes bem perto da sede do Desportivo Clube Marítimo da Gala, entrando neste em seguida. Ali dentro havia muitos bolos e vinho do porto para todos. O Rancho do Covense dançou e agradou. Houve muitas lágrimas e emoções! O povo, em si, saltava de contente. Foi um dia muito Feliz para toda a gente. Estava a renascer a fraternidade e o respeito mútuo. Enfim, Cova-Gala ! ...

...

 

Agora, Vila de São Pedro, uma criação oportunista de políticos, de fora e de dentro da Cova-Gala, é que não vai, de certeza, ser assimilada, e naturalmente aceite, como património natural e histórico dos descendentes dos ilhavenses – os verdadeiros fundadores da Cova, primeiro, e, cerca de 40 depois, da Gala."

...

 

Eu, assino por baixo.

 

Estamos, na Assembleia de Freguesia de S. Pedro e não só, a envidar todos os esforços para, repondo a realidade histórica, atenuar os efeitos de insatisfação, incredibilidade e divisionismo  que se instalou no seio do povo da Cova-Gala.

 



publicado por João Pita às 15:48
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Domingo, 27 de Dezembro de 2009
Mariana Imaginário

 

 

Esta menina é da minha terra ... Cova-Gala.

 


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publicado por João Pita às 23:53
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009
Boas Festas

Boas Festas 

 

 

 

 

 

 



publicado por João Pita às 23:37
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Domingo, 20 de Dezembro de 2009
Mariana Imaginário

 

Esta menina é da minha terra - Cova-Gala.

 

 



publicado por João Pita às 23:29
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Sábado, 19 de Dezembro de 2009
Xaile - e ... nós a ver o Mar!

 

 

 


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publicado por João Pita às 19:41
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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
Cova-Gala, um povoado e um só povo... uma vila! (cont. 01)

 

Ia fresca aquela manhã de sábado, três de Setembro de 1791.

Na marinha de sal, o Manuel, marnoto, lavoeiro de nascimento, levanta os olhos para aquele grupo caminhando apressado por cima da mota que separa o braço sul do rio mondego das terras de cultivo e sementeira a poente. Mais a poente, vislumbram-se os enormes medões de areia que ameaçam invadir os campos e as marinhas.

Retirando a boina ergue o dorso, com as costas da mão esquerda limpa o suor que perlava na sua fronte e apoiado na grade questiona-se da razão de ser daquela caminhada matinal e nada habitual por aquelas bandas.

Pareciam-lhe, pelo aspecto diferente dos trajes e pelo cantar estranho do seu falar, serem pescadores que viviam mais a norte e junto ao mar.

Dizia-se que tinham vindo de Ílhavo e formado uma pequena aldeia nas dunas perto da foz do rio. Eram gente estranha, muito fechada, viviam isolados e não procuravam grandes contactos com as gentes vizinhas.

 

Mas, onde iriam? E levam uma criança de colo bem pequena!

- Nada que me interesse! O melhor é continuar a gradar esta marinha pois daqui a pouco é hora de comer.

 

O Manuel, marnoto, não sabia ... nem podia.

 

Pudera, era a primeira vez que Inácio Francisco Ruivinho e a sua mulher Maria Rosária percorriam, primeiro, as dunas  que separavam o mar da Cova d'Oiro das terras junto ao rio e, depois, aquelas motas que o ladeavam.

Iam a caminho da Igreja da nossa Senhora da Conceição de Lavos e o baptismo de seu filho José, nascido havia quatro dias, era o seu desejo.

 

Uma hora depois o Padre Cura, José Jorge Carro, baptizou o menino. Ao fazer o assento do baptismo no livro de registo, perguntou onde tinha nascido.

- Na Cova, senhor prior, disse a Maria Rosária.

- Como?

- Na Cova, senhor prior, tornou a Maria Rosária.

- Na Cova? - Não conheço, essa terra não existe!

-  Mas então vocês não são todos de Ilhavo?

- Somos sim, senhor prior, disse o Inácio Ruivinho, já algo embaraçado.

- Então está bem, disse o padre cura José Jorge Carro e, pegando na caneta molhou o aparo no tinteiro, escreveu:

 

Lugar de nascimento do neófito: Ilhavo!

 

Este foi o primeiro registo escrito que evidencia a vontade expressa pelos pescadores oriundos de Ilhavo de anunciar a existência do seu povoado -  Cova.

 

Anos mais tarde, a 15 de Julho de 1793, o padre cura, Pedro Tomé da Costa regista o baptismo de Luís, filho de Manuel Pereira e Maria dos Santos como nascido na Cova e, assim, oficializa a existência do povoado.

 

Cova

...

 

(extraido e adaptado de "Terras do Mar Sagado" do Capitão João Mano)



publicado por João Pita às 23:24
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Domingo, 13 de Dezembro de 2009
"Então não anda isto? "
 
"Então não anda isto? "
E para que direcção é que querias que "isto" andásse?
"Isto" tem nome próprio, tem identidade e "aqui" não se volatizam posts a pedido, encomenda e, ou, censura.
"Isto" tem um ritmo muito próprio e à velocidade das coisas e não do interesse das pessoas, mesmo que destas faça parte eu próprio..
E, sabes amigo, cada pessoa é, em si mesmo, um imenso universo.
"Isto" não é nenhum "catavento" de interessses e de "oportunidades".
Tudo o que "nisto" eu entender ter lugar, é mera opinião. Livre, responsável, empenhada, séria e de minha estrita e única responsabilidade.
... Deves saber ... a vida é um amplexo tão intenso e apresenta-se-nos de tão ricas cores e cambiantes que, às vezes, este blog ... é a ultima das prioridades.
 
"Prontos" tá dito!
Há-de ir ... havendo saúde e vontade!
Sem querer bater qualquer tipo de "records", sejam eles ... de que tipo forem!


publicado por João Pita às 14:25
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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
Metade

 

 



publicado por João Pita às 21:10
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