... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira de espécies saltitantes e ..
Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Cova-Gala, um povoado e um só povo... uma vila!

 

O espaço geográfico da freguesia de S. Pedro reúne o povoado da Cova-Gala, o Cabedelo e parte da Morraceira.

O, actualmente designado, povoado da Cova-Gala originalmente emergiu e desenvolveu-se a partir da fixação de pescadores, oriundos de Ílhavo, nas dunas da praia da Cova por volta dos anos de 1750/1770.

 

Cá chegaram atraídos pelas notícias da abundância de pescado existente no mar a sul da foz do rio Mondego. Mais precisamente um pesqueiro, milha e meia a sul da foz, a que chamavam “ Cova d'oiro”.

O interesse económico, proporcionado pela abundância de pescado que o mar, então, apresentava, motivou uma rápida e crescente ocupação destas terras.

 

A proximidade do rio Mondego, mesmo ali a cerca de um quilómetro, propiciou uma variedade de ocupação na pesca de outras espécies que demandavam o rio, na apanha de bivalves e crustáceos e no aproveitamento do sal que as marinhas e o clima de verão permitiam. Possibilitou ainda que, durante os rigores de inverno, com o mar inacessível, a subsistência fosse garantida ao abrigo do estuário do Mondego e do seu braço sul.

 

São estes factores e, também, a proximidade das vias de acesso e escoamento do pescado, que justifica a deslocação de alguns pescadores ilhavenses para junto do rio dando desta forma origem ao povoado da Gala.
 
Assim, inicialmente, emerge um povoado nas dunas junto ao mar - a Cova - e, logo a seguir, outro junto ao rio - a Gala.
 
Ambos têm um denominador comum que reside no facto de os seus fundadores terem a mesma e única origem nos pescadores ilhavenses que um dia demandaram estas paragens à procura de melhores condições de vida.
 
Apesar da origem comum, estas duas povoações coexistiram separadas por um quilometro e meio de areias, dunas e valados que ajudou a clivar algumas diferenças de vivência social alicerçadas em manifestações de bairrismo peculiar, traduzidas através das suas danças e cantares que foram, quase sempre, corporizadas em “Ranchos” Folclóricos.
 
A um “rancho” que aparecia a expressar a etnografia do povo da Cova, logo se contrapunha um outro na Gala. A ordem dos factores é, aqui, arbitrária como facilmente se compreende.
 
No entanto, esta rivalidade que teria algumas razões de ordem comportamental e diferenças de vivência social, ajudou a perdurar a lembrança e história das suas raízes comuns onde o mar é elemento predominante e insubstituível.
 
Um único elemento continuava, impassível, a ligar umbilicalmente as deambulações deste povo, porque só de um povo se trata, por este mundo a fora: o mar!
 
O mar o trouxe às dunas da Cova, o mar o levou a pescar por esse mundo, quer na pesca do Bacalhau nos mares frios do norte, quer na pesca do Cabo Branco nos mares quentes de África, em Angola, Moçambique, Guiné, África do Sul, Ásia, América do Norte ou do Sul.
 
Foi também o mar que o fez percorrer as sete partidas do mundo na marinha mercante de comércio e cabotagem.
Foi ainda o mar que o levou como colono para as províncias ultramarinas ou como emigrante para as “américas”.
 
E é sempre o mar que o faz regressar, temporáriamente, à sua terra para matar saudades ou, definitivamente, para nela sentir saudades das terras e mares que percorreu.
 
O rolar dos tempos fez crescer estes dois povoados ao encontro um do outro, unificando-os no povoado a que o uso e o costume deu o nome de - Cova-Gala.
...
 


publicado por João Pita às 19:09
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Cidade da Beira - Moçambique

 

Dos sete aos vinte e três anos de idade.

... saudades...

 

 



publicado por João Pita às 20:40
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
... 16 anos de idade, moço e pescador...

 

Tanto mar, tanto ar, tanto medo

Tanto frio, tanto nada, tanto gelo!

 

O que é que faço aqui?

Neste norte branco, neste vento.

 

Neste mundo, branca névoa.

Nesta bruma,

Nesta escuna

Neste bote, neste dóri.

Madeiro leve e lasso.

Nestas ondas deste mar

Do norte frio e de morte.

O que é que eu faço,

Que é que eu faço?

 

Quero fugir!

Fugir da ditadura 

Da surriada, do trole, bacalhau

Da isca, da linha, zagaia e pingalim.

Este gelo corta como aço

Que tanto tortura, tanto dura.

O que é que eu faço, 

Que é que eu faço?

 

A tanto mar, tanto ar, tanto medo

Tanto frio, tanto nada, tanto gelo!

 

O que é que faço aqui?

Neste norte branco, neste vento.

 

Neste mundo, branca névoa

Nesta bruma,

Nesta escuna

Neste bote, neste dóri

Madeiro, leve e lasso.

Nestas ondas deste mar

Do norte frio e de morte.

 

O que é que eu faço,

Que é que eu faço?

 

 

08.09.05

 

 



publicado por João Pita às 23:36
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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
Sustimento

 

foto de João Pita

 

 


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publicado por João Pita às 23:48
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Domingo, 18 de Outubro de 2009
Reset ...

 

Por vezes é necessário um qualquer "reset" que ajude a manter o equilibrio fisico e emocional.

... viajar pelos longínquos 18 anos de idade, via " Six Days Enduro", foi um desses momentos.

Ouvir o roncar dos motores, sentir o cheiro intenso dos aditivos e combustiveis e sujar a pele na poeira das derrapagens e acelerações.

 

Excelente "reset" que rejuvenesceu fresco que nem uma alface e aprontou para o que aí vem.

 

Foto de João Pitafoto de João PitaFoto de João PitaFoto de João PitaFoto de João PitaFoto de João PitaFoto de João PitaFoto de João PitaJoão PittaFoto de João PitaFoto de João PitaFoto de João PitaFoto de João Pita

 



publicado por João Pita às 11:03
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Domingo, 6 de Setembro de 2009
Esta herança, tu sabes, amigo

 

... a um soneto de um amigo

 

 

Recolhido em meu pensamento

Eu, para aqui, na tasca da “Hesbolina”,

Descansando à sombra de um belo momento,

Degusto a ébria e rubra essência “tanina”.

 

Percorro esse teu belo soneto, amigo,

Ode de amor à terra que é a tua.

Hino de glória a este povo antigo

E à aventura que tem sido a vida sua.

 

Sorrio e ergo meu copo, neste momento

Vislumbro-o, como que por um postigo,

E nem por um segundo eu lamento.

 

Esta herança, tu sabes, amigo,

Vem de trás, do mar, do sal e do vento,

Levá-la-ei para sempre comigo.

 

 

06.08.26

 

 


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publicado por João Pita às 22:46
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Sábado, 29 de Agosto de 2009
Song of Olympia

 

 

Voz da brasileira Carla Maffioletti.

Conduz André Rieu.

Ao vivo em Dublin.

Uma forma de ... a brincar, a brincar, trabalhar muito a sério.

 



publicado por João Pita às 23:15
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Insólito

 

Foto de João Pita

 

 



publicado por João Pita às 00:42
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Domingo, 9 de Agosto de 2009
Don't cry for me Argentina

 

 

Voz de Suzan Erens

 

Conduz André Rieu

 

 



publicado por João Pita às 22:57
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Sábado, 8 de Agosto de 2009
Homenagem a Raul Solnado

 

" ... o meu filho vai para a guerra, mas vai limpo..."foto sacada da net

 

" ... bati à porta da guerra e perguntei..."

 

Lembro aquele jovem, nos idos anos de 1973, alegre, jovial, olhos no horizonte, desafiando o mundo.

Percorria,  mochila e saco a tiracolo, a placa de betão do aeroporto a caminho do avião que o havia de transportar à escola prática de infantaria, aonde aprenderia as artes da guerra.

Ia em grupo, no meio de outros amigos, alegres e joviais.

Ouvia, vindo lá de cima da varanda do aeroporto, o choro compulsivo das mães e dos pais naquela hora de despedida.

Não entendia, ainda, os sinais de angústia e de incerteza no futuro contidos naquele pranto.

Sentado no interior do avião perscrutou a varanda vislumbrando os acenos e os lenços num derradeiro adeus.

 

É nesse momento que a ladainha, que tantas vezes o fez sorrir, ribombou em seus ouvidos vinda sabe-se lá de onde:

" ... o meu filho vai para a guerra, mas vai limpo..."

 

Até sempre, Raul Solnado.

 


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publicado por João Pita às 13:35
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
Está consumado!

 

"Lei n.º 58/2009 de 5 de Agosto

 

Elevação da povoação de São Pedro, no município da Figueira da Foz, distrito de Coimbra, à categoria de vila

 

A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

 

Artigo único

 

A povoação de São Pedro, no município da Figueira da Foz, distrito de Coimbra, é elevada à categoria de vila.

 

Aprovada em 12 de Junho de 2009.

O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.

 

Promulgada em 20 de Julho de 2009.

 

Publique -se.

 

O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA.

 

Referendada em 21 de Julho de 2009.

 

O Primeiro -Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa"

 

 

Com a indiferença da maioria dos covagalenses.

Com a tremenda desilusão de alguns.

Com a enorme e jubilosa satisfação pessoal de muito poucos foi, por fim, consumado.

Que tremenda desilusão ter por base a incompetência ou, pior ainda, a premeditação.

 

Com tal base de sustentação, porque não; ... S. João, S. António, S. Francisco ou S. Simão?

 

P.S.

Este blog dá um prémio a quem encontar o POVOADO DE S. PEDRO no município da Figueira da Foz!

 



publicado por João Pita às 01:14
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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
Homenagem a Zeca Afonso

 

 

Águas das fontes calai

Ó ribeiras chorai ...

 


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publicado por João Pita às 13:39
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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
faróis de nevoeiro virados do avesso do umbigo...

 

"... no país. Nas empresas, o mais comum dos empregados se acha virtuoso na especialidade da maledicência; nas estradas, o mais papalvo dos condutores acha que ele é que merecia ir ao volante daquele Porshe; no totomilhões, todos nós achamos uma injustiça a fortuna só sair aos outros, que nem sabem onde gastar o dinheiro, enquanto nós bem o saberíamos aplicar com sabedoria e, até, com um bocadinho de espírito cristão; e, na esplanada, todos achamos que a bela rapariga que se delicia com um gelado na companhia de um brutamontes de cérebro apertado pelos músculos estaria muito melhor na nossa mesa.

 

Em suma, um dos maiores problemas dos portugueses é achar que tudo o que os outros têm, ou ganham, é sempre duplamente injusto, não só por eles não o merecerem ter ou ganhar, mas ainda porque quem merecia ter e ganhar éramos nós.

 

Tudo isto nos provoca uma sensação de injustiça nostálgica e nos obriga a sermos azedos e contrariadores das pequenas felicidades que, apesar de tudo, o mundo nos oferece.

 ...

 

Mas se Deus nos deu olhos foi para olharmos os outros e não para olharmos para nós. Se a entidade divina quisesse, mesmo, que nos olhássemos para dentro, sempre haveria de de se ter lembrado de nos dar um género de faróis de nevoeiro virados do avesso do umbigo. É verdade que existem espelhos, mas esses, como todos sabem, servem, apenas, para nos admirarmos e contemplarmos na perfeição, única, dos nossos seres.

 

É assim que percebemos que os outros, coitados, nos invejam..."

 

 

de Vitor Serpa in A Bola.

 



publicado por João Pita às 15:25
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009
N.R.P. Sagres

 

Foto de João Pita

 


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publicado por João Pita às 00:10
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Domingo, 19 de Julho de 2009
Thina Simnqobile

 

 

Soweto Gospel Choir
Voices From Heaven

Lyrics:
*Thina Simnqobile means, we have overcome the Devil.

"Thina Simnqobile significa, nós vencemos o Diabo".

Hes fleeing away
We have overcome him
We have overcome him
By the blood of the Lamb
We have overcome the Devil

 

Parabéns e longa vida Nelson Mandela!

Fez, ontem, 91 anos de vida.

Nelson Mandela, ... Thina Simnqobile!

 



publicado por João Pita às 00:12
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